sexta-feira, 13 de abril de 2012

AGRICULTURA “VERDE”


Não obstante o fato de a agricultura depender diretamente da natureza, não se pode duvidar que ela é uma das atividades econômicas que mais esgota os recursos naturais, além de responder por quase 13,5% das emissões globais dos seres humanos de gases de efeito estufa. Outrossim, de 17,4% das emissões globais de gases-estufa derivam da expansão da atividade agrícola sobre florestas, savanas e Cerrado.

As principais fontes de emissões de gás carbônico, óxido nitroso e metano no setor agropecuário ocorrem pelo uso de fertilizantes sintéticos, agrotóxicos e combustíveis fósseis e a fermentação entérica dos bovinos são as

Surge, então, a proposta da "agricultura verde" no lugar desse modelo predatório. Tal proposta reconstrói o capital natural por meio de modelos alternativos ao vigente, tais como a agricultura orgânica, e de técnicas, que podem ser aplicadas em fazendas convencionais tais como: restauração da fertilidade do solo com nutrientes naturais; plantio direto para prevenir a erosão; rotação de culturas; integração lavoura-pecuária; ilhas de biodiversidade e manejo integrado de pragas, doenças e ervas daninhas para diminuir a aplicação de agrotóxicos; irrigação por gotejamento a fim de tornar mais eficiente o uso da água; e decréscimo no desmatamento, nas perdas de biodiversidade e nas emissões de gases-estufa. Segue, abaixo, o aumento registrado por alimentos e bebidas orgânicas nas vendas mundiais:

Segundo a International Federation of Organic Agriculture Movements IFOAM, Bonn, Germany(http://www.ifoam.org/events/fairs/pdfs/BF2011_Congress/MAR_WOA_Presentation_small.pdf), as vendas globais de alimentos e bebidas orgânicos, em Bilhões de Dólares são:
2000 – 17,9
2003 – 25,5
2006 – 40,2
2009 – 54,9

Fonte: PRAGANA, Verônica. Sistemas Agroalimentares: humanizar é possível. Revista Agriculturas: experiências em agroecologia, Vol. 8, Nº. 3. Rio de Janeiro, 01 de setembro de 2011. Caderno Notícias, p.18. Disponível em: http://aspta.org.br/wp-content/uploads/2011/11/Agriculturas_Setembro2011_site.pdf. Acessado em: 30 de março de 2012.

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